PRAZER VIRTUAL

Navegue pelo mundo do prazer com o sexo virtual

Foi-se o tempo em que transar era sinônimo apenas de contato físico, penetração, beijos e carícias. Hoje em dia, o sexo se revolucionou e um simples acesso à Internet e uma webcam também podem oferecer os prazeres e sensações que rolariam na realidade entre quatro paredes.

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O chamado sexo virtual ou cybersexo é uma forma de masturbação muito comum em salas de bate-papo, comunidades na Internet ou mesmo em sites que proporcionam videoconferências com webcams, que a cada dia atraem mais adeptos e curiosos.

Os praticantes realizam verdadeiros reality shows do sexo no mundo virtual. As opções são variadas: podem ser observados em tempo real por uma platéia de voyeurs interessados ou mesmo em uma sessão particular para um outro casal ou apenas para um internauta.

Os solteiros não são os únicos atraídos pela transa virtual. Casais exibicionistas, que vêem na internet uma forma de sair da rotina e de estimular a imaginação, também participam das conversas com a webcam.

O cientista da computação D.G., 33 anos, e a publicitária P.G., 26 anos, são casados há sete anos e possuem uma relação muito estreita com esta outra realidade. Eles se conheceram em uma sala de chat sobre projetos publicitários e Internet. Além disso, ambos são proprietários de um site que possibilita o uso de webcams e voz nos chats.

Segundo D.G., muitas pessoas acessam o site para conversar, tocar músicas no chat de voz e, outra grande parte, para erotismo, brincadeiras sensuais e sexo virtual.

Como proprietários do site, eles precisam moderar as salas para evitar conteúdos ilegais como a pedofilia. Para deixar os usuários mais à vontade, acabam “brincando junto”. “Participamos das brincadeiras de strip-tease ou sexo na webcam, apimentando as salas de bate-papo com voz, imagem e todos passam a brincar juntos. Sim, fazemos sexo na webcam estimulados e estimulando outros usuários”, conta o cientista da computação.

De acordo com D.G., o estímulo visual incentiva a todos, aflora a imaginação e torna o sexo verdadeiramente mais gostoso quando assistem a outras pessoas ou mesmo quando estão sendo observados. “Também é uma questão que envolve vaidade, ego e fantasias, tipo aquelas que os homens e as mulheres possuem de estarem com uma terceira ou quarta pessoa entre quatro paredes (ou em uma tela de 17 polegadas)”, diz.

O professor R.M., 46 anos, que pratica o cybersexo há sete anos, afirma que encontrou na web uma forma de extravasar a solidão. “Na Internet não há o medo de doenças, de traição e falta de compromisso das pessoas. É um sexo fácil, mas nada substitui o sexo real”, declara o professor.

De acordo com o português P.P., que não mencionou sua idade, a vantagem do sexo virtual é fazer com quem quiser, esteja a pessoa perto ou longe. “Procuro ter e dar prazer”, declara. “Em um sábado sozinho em casa conversei com uma amiga que já tinha feito sexo virtual comigo e disse que seria dela o dia todinho. Ela adorou e transamos durante o dia todo, apenas interrompendo para almoço e jantar. Num total ambos gozamos umas 11 vezes. Foi uma delícia”, comenta P.P.

Para o músico Sérgio, 30 anos, o sexo virtual é uma forma de mexer com a imaginação dele e das mulheres. “Gosto de mexer com as mulheres. Elas se masturbam e imaginam que sou o amante perfeito”, diz. “E no fim das contas, alguns casos virtuais podem se tornar reais”, acrescenta o músico.

*Os nomes dos entrevistados não foram divulgados para garantir a privacidade e o sigilo das fontes.

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Last modified on março 26, 2010