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Schumi admite limitações do carro, mas garante: ‘Ainda podemos lutar pelo título’

Alemão prevê evolução no início de maio e admite que, agora, a Mercedes só conseguirá superar as equipes grandes ‘se alguém cometer um erro’

GLOBOESPORTE.COM Kuala Lumpur, Malásia

Após o sexto lugar no Bahrein e o décimo na Austrália, Michael Schumacher sabe que seu rendimento no retorno da aposentadoria ainda está abaixo da expectativa. Nesta quarta-feira, o alemão da Mercedes levou seu carro para as ruas de Kuala Lumpur, na Malásia, onde fez uma demonstração a quatro dias do GP de domingo. Apesar dos resultados decepcionantes no início da temporada, o heptacampeão não economizou otimismo na hora de fazer previsões.

Ainda podemos lutar pelo título. Estou bem feliz por ter atingido o máximo das minhas possibilidades até agora – afirmou Schumi, prevendo que o carro vai alcançar uma evolução mais satisfatória até o GP da Espanha, que será disputado em 9 de maio.

Schumacher e Nico Rosberg guiaram suas Mercedes pelas ruas da capital da Malásia. Sob chuva fina, eles passaram em frente aos arranha-céus conhecidos como Petronas Twin Towers. A previsão para a corrida de domingo é de chuva forte, o que revive o pesadelo do ano passado na Malásia, quando a prova foi interrompida na 31ª volta.

Em 2009, Schumi viu a prova de fora. Agora, de volta à F-1, tentará fazer o carro evoluir em relação às duas primeiras etapas. Ele admite, no entanto, que a Mercedes ainda não conseguirá brigar com as equipes grandes. O máximo que o veterano de 41 anos prevê é beliscar um pódio.

- Provavelmente é o máximo que podemos esperar neste momento. Superar as equipes do topo é quase impossível, a não ser que alguém cometa um erro – admitiu.

Apesar de manter os pés no chão e fazer uma análise realista, Schumacher acredita que é possível tirar lições do GP da Austrália, quando chegou em décimo lugar.

- Tirei vários pontos positivos do fim de semana em Melbourne. Pode não estar evidente à primeira vista, mas quando você analisa o GP de maneira mais profunda, nós tivemos evoluções importantes no carro e temos bons motivos para estarmos satisfeitos – avaliou.

Alain Prost: ‘A morte do Ayrton Senna foi o fim da minha história na Fórmula 1’

Francês relembra adversário: ‘Ninguém pode se referir a mim sem falar dele’

GLOBOESPORTE.COM Madri

Ampliar Foto Divulgação/Divulgação Divulgação/Divulgação
Prost e Senna na Alemanha, em 1989

No último dia 21, Ayrton Senna, se estivesse vivo, teria completado 50 anos. O francês Alain Prost, um de seus maiores adversários, não consegue esquecer a temporada de 1994, quando, no dia 1º de maio, o piloto brasileiro morreu durante o Grande Prêmio de San Marino. Em entrevista publicada nesta terça-feira no jornal “El Pais”, o francês disse que a batida no circuito de Ímola significou também o fim de sua própria história na principal categoria do automobilismo.

- A morte do Ayrton Senna foi o fim da minha história na Fórmula 1 – disse.

Prost contou que, apesar de serem adversários nas pistas, eles estavam mais próximos. Disse que, nos três meses antes do acidente, recebeu seguidos telefonemas de Senna.

- Nós tínhamos um vínculo. Ninguém pode falar de Ayrton sem me mencionar e ninguém pode se referir a mim sem falar dele – disse.

Antes da corrida de Ímola, o brasileiro visitou Prost em uma das cabines de transmissão de TV.

- Não era algo habitual. Todos os que estavam ali ficaram calados. Nesses momentos, um piloto só pensa em se concentrar. E ele chegou ali e sentou-se ao meu lado. O mais surpreendente é que ele não queria falar nada importante. Depois de comer, um pouco antes da largada, fui aos boxes da Williams e falei com ele por alguns minutos. Foi a última vez.

ETERNAMENTO O MELHOR!!!

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Last modified on abril 30, 2010